• Rafaelle Pessoa

O que é ser móvel?

Ser móvel é uma questão de sobrevivência no esporte que escolhemos amar! Amamos fazer força!!! Somos atletas e queremos jogar barras pesadas para cima, puxar, empurrar e sentir o coração acelerar, não é mesmo???

Buscamos freneticamente por músculos mais definidos e corpos cada vez mais esculpidos, como se isso fosse definir quem somos ou mesmo refletir a força que possuímos internamente. Por consequência muitas vezes negligenciamos esta “tal mobilidade”, que vai muito além de encostar a mão no pé, pois a mobilidade reflete a qualidade das nossas estruturas tendiniais e define os limites da nossa capacidade de trabalho. Quanto mais lubrificadas as estruturas articulares, maior será a capacidade de produzir movimentos rápidos e ágeis, fazendo toda a diferença na nossa evolução em busca de ultrapassar os limites do sedentarismo e superando medos e dificuldades que impomos como um padrão de qualidade.


Quanto mais nos dedicamos aos treinos buscando melhorar a nossa performance, mais observamos que é essencial ter a mobilidade em dia para evitar lesões. Se demorarmos muito para trabalhar nossa mobilidade geral, logo sofreremos com as consequências como câimbras, contratura e tendinites.


É essencial que entendamos que a mobilidade é o mínimo para uma mecânica de consistência e qualidade.


Devemos sim, trabalhar a mobilidade pré wod todos os treinos, mas da pra fazer um esforço e encaixar na agenda uma sessão de treinamento só de flexibilidade. Quando temos quadril e tórax móveis o suficiente para as demandas do nosso esporte principal, temos por consequência joelhos e ombros muito mais saudáveis e produtivos. É essencial essa integração de atividades para que alcancemos a virtuosidade dos movimentos.


Pode ajudar muito incluir na planilha uma sessão de aula de yoga, seja uma vez por semana ou a cada 15 dias. Onde os benefícios vão muito além das torções e do aumento das amplitudes articulares, pois trabalha a concentração através dos ensinamentos da meditação e o controle do fluxo de oxigênio através dos exercícios respiratórios.


Também temos hoje os treinamentos de flow , que vêm despontando no cenário mundial como uma boa pedida para essa necessidade, trabalhando basicamente as mesmas premissas sem a filosofia, mas com uma pegada diferente. Temos ainda alguns aplicativos muito interessantes que geram mobilidade específicas para necessidades de cada atleta.


Então amigo, agora é só você achar uma brecha na agenda, esticar e puxar, para no futuro, não travar nem arrebentar, e assim seguir até a velhice jogando barras para cima.


Até a próxima!

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